1. Objectivo Estratégico
Melhorar o desempenho estratégico e a competitividade das PME do comércio e serviços, visando adequá-los às exigências da procura, assegurando uma melhor satisfação dos seus clientes.
2. Objectivo Funcional
Criar um sistema de reconhecimento da qualidade das PME do Comércio e Serviços, ajustado às especificidades deste segmento de empresas e dotado da necessária flexibilidade em termos dos tempos de execução a das áreas objecto da avaliação.
Este projecto parte do reconhecimento de que a generalidade das empresas destinatárias não reúne condições para, de imediato, concretizar um processo de certificação de acordo com os requisitos da norma NP ISO 9001, pelo que o sistema de qualidade a criar, embora tendo como referência não se subordina aos seus requisitos. Nada obsta, contudo, a que as empresas que o desejarem possam, de seguida, avançar com um processo de certificação ISO.
I. Participação no Projecto
O projecto é promovido pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal em parceria com associações do sector, União Empresarial do Vale do Minho, Associação Empresarial de Sintra, Associação Empresarial de Fafe, Associação Nacional das Empresas do Comércio e Reparação Automóvel, Associação Portuguesa de Ética Empresarial e com a colaboração da Associação Portuguesa para a Qualidade e da Bureau Veritas.
II. Metodologia de Base
1. O projecto assenta numa fiilosofia ancorada em dois princípios fundamentais: O faseamento e uma organização modular.
O faseamento significa que cada empresa pode ajustar o seu envolvimento no sistema de acordo com o seu prórpio sitema evolutivo, efectuando a gestão do processo de avaliação de qualidade a que será sujeita, de acordo com os diferentes módulos temáticos que vierem a integrar o sistema.
A organização modular significa que a atribuição de um estatuto de qualidade a uma empresa será o resultado de um processo de avaliação feito por áreas temáticas (módulos) e em que a "qualidade global" é "obtida pelo somatório de sucessivas avaliações modulares positivas.
2. A intervenção nas empresas iniciar-se-á com uma fase de diagnóstico (módulo a módulo) em que será atribuída uma classificação pelo desempenho da empresa nos diferentes módulos e culminará num processo de avaliação final (também ele efectuado módulo a módulo).
De acordo com a classificação obtida na fase de diagnóstico cabe à empresa efectuar, entretanto, as mudanças necessárias visando a obtenção de uma classificação positiva no processo de avaliação.
Os critérios a considerar em cada módulo deverão prever requisitos transversais a todos os subsectores considerados (comércio e serviços) e, eventualmente, requisitos específicos orientados para determinados subsectores. Sem prejuízo de, posteriores aprofundamentos, prevêem-se, desde já, 3 domínios específicos objecto de tratamento autónomo: comércio alimentar, automóvel (ao nível do serviço/reparação) e serviços pessoais.